segunda-feira, 30 de maio de 2011

Amizade

E aí que a maioria das pessoas que eu conheço acha que tem um montante extraordinário de amigos. Grande falácia, a meu ver. A essas pessoas a gente dá o nome de colegas, conhecidos, parceiros. Amigos não.
Pra mim é algo muito simples de se concluir. A pessoa que só te convida pra sair e que você só encontra em festas ou em um churrasco de fim de semana não é seu amigo. Ela mantém sim alguma relação que você, mas não a de amizade. Pode ser considerado coleguismo. É claro que ter esse tipo de relação é importante. Sair com pessoas bacanas, conversar e descontrair é algo necessário. O que me perturba é a banalização da amizade.
Amigo é aquele que está em contato com você independente da situação. Aquele que te liga, que te manda e-mail, aquele que conhece sua família, aqueles para quem você pede e dá conselhos. É aquele com quem você vai para o barzinho no fim de semana e sabe que vai continuar mantendo contato na segunda-feira seguinte mesmo se o assunto não for relacionado a divertimento.
Tenho ojeriza daquelas pessoas que só procuram umas as outras quando precisam de algum favor, de carona ou de qualquer outra coisa descartável. Isso não é amizade, é troca de interesses.
Tenho pra mim que quanto mais amplo é o conceito de amizade de um indivíduo, mais sozinho ele é. Mais vale um amigo do que 10 conhecidos, assim você não se sentirá sozinho em meio a uma multidão.

domingo, 29 de maio de 2011

Sobre um novo conceito

Tenho dado à felicidade um novo conceito. Passei muito tempo pensando que ela estava associada a ter um emprego bacana, uma casa bonita, um carro na garagem e muitos amigos. Hoje não mais. Acredito muito que o conceito correto está em ser o que sou. Agir de acordo com meus princípios, dizer o que eu penso e fazer o que eu me sinto bem fazendo. Isso sim me traz felicidade. Quanto à ideia de ter muitos amigos, para mim, isso parece bem relativo. Amizade não se mede pela quantidade e sim pela qualidade. Não acredito que uma pessoa possa ter um número muito grande de amigos. Acredito que possam existir muitos conhecidos, isso sim. O problema é que o conceito de amizade tem sido banalizado, mas esse é outro assunto.
Eu posso afirmar que, aos meus olhos, a felicidade está simplesmente em você viver a vida como lhe parece certo viver. Fazer o que gosta de fazer, ir a lugares que gosta de ir e estar com quem aprecia estar. Nossa maior besteira é tentar encaixar o conceito de felicidade do vizinho na nossa vida. Nem sempre o que faz um feliz pode fazer o outro. O ideal é não se espelhar nos ideais de realização das pessoas que nos rodeiam e nem se preocupar tanto em corresponder expectativas que não são nossas.
Feliz é aquele que consegue enxergar o que é bom para si próprio e descobre o caminho que leva à auto realização.